A inauguração da minha própria casa noturna era a carta de alforria pra todos os meus conhecidos, o problema era selecionar os convidados Vips. Meus primos receberam o convite pessoalmente, sempre cruzava com eles pelos corredores, poucos amigos, e estes fiz questão de convidá-los pessoalmente: Inglaterra, Itália, Brasil, França, Rússia, Alemanha e EUA foram os países que passei para convidá-los, como tinha alguns que não gostavam do meio bruxo de viajar enviei-lhes as passagens.
Meus amigos vieram todos se hospedaram no hotel, tudo por minha conta. Como tínhamos que nos passar como trouxas e convidados, escolhi da coleção do meu pai um carro das antigas, um daqueles V8 e fui buscar Agnes e Luicas, os tempos de Hogwarts não ficaram para trás, os outros o motorista se encarregava com a limusine.
Como eu sabia do chá de espera que Agnes certamente ia aprontar, como sempre fez, passei no hotel e peguei primeiro Luicas, até chegar na mansão com aquele grande H na frente nós conversávamos sobre os negócios e não deixávamos de mexer com algumas garotas pela rua, com um carro daqueles elas sempre olhavam e algumas até acenavam. Quando chegamos na mansão Agnes, para variar ainda não estava pronta. Deixamos o carro e fomos esperar do lado de fora.
− Não sei o motivo de tanta demora, sendo que marquei as 8 com ela e já são... 9.
−Reclamando? Nem parece que hoje é dia de festa. – Minha prima tinha esse dom, surgia do além. Virando corri os olhos de cima a baixo, aprovando o visual, vestido preto curto sem mangas com o cabelo preso em um rabo de cavalo.
− Tudo isso ai é pra mim essa noite. To com moral heim! − ri, afirmando com a cabeça, sorrindo daquela maneira que ela odiava. Claro ela sabia que o deboche era com ela. Já Luicas nada dizia apenas sorria cumprimentando-a.
−Nem tanta moral assim Andrew. - Ela deu um sorriso com o canto dos lábios demonstrando mais desprezo do que qualquer outro sintoma de felicidade, tudo fachada - Podemos ir?
− Pois é Andrew, tire o seu cavalinho da chuva, você sabe que a Agnes tá assim por causa de mim. - Luicas brincou, cruzando os braços e dando uma risada fraca.
− É verdade eu esqueci dessa! Sim podemos ir! – eu tinha outra resposta em mente, mas era melhor não.
Entramos no carro e descemos no nosso destino, joguei a chave para o motorista. E entramos, primeiro as damas, o segurança abriu a passagem para gente sem se incomodar com a reclamação de que estávamos furando fila. Mesmos os Vips enfrentavam uma certa fila de espera. Para minha felicidade os negócios estavam gerando galeões e dólares.
Uma loira de parar a rede de pó de flú me abordou no meio da multidão, e com todo o seu charme chamou para um drinque. Os rapazes na mesa aplaudiam enquanto eu à levava para o bar e dava um jeito de sair a francesa, disse que já a acompanharia no balcão e enquanto isso para ela colocar tudo que ela quisesse na conta de Opel, naquela noite Andrew apenas para os conhecidos.
−Já arranjou uma companheira para a noite? – Era Luicas que me abordava. Olhei para o rapaz, rindo.
−A loira ali, falando com o atendente. – Apontava. Era incrível a proteção que tinha com Agnes. Da loira sentada no balcão corri os olhos para a pista de dança onde minha prima se encontrava dançando.
- Hmmm, bonitinha. - Luicas colocava a cabeça para o lado para ver a mulher. - E onde você estava indo?
− Eu? Indo tirar aquele um da companhia da Agnes. Ela vai me odiar pro resto da noite. – falou rindo já vendo a briga, os anos passam, mas certas manias não. – E cadê a sua companhia?
- Talvez eu não queira uma companhia. - encolheu os ombros. - Sei lá, mas a noite só está começando. - piscou.
− Você quem sabe. Mas não venha me dizer que a noite foi uma bosta! Vamos brindar. Adianta lá no balcão que eu vou levar a Agnes para lá! – Arqueou as sobrancelhas.
Agnes parecia animada e curtindo a dança e a companhia, a musica rolava solta, assim como a mão do rapaz que fazia companhia para ela. Sim sou ciumento, e da minha prima ninguém se aproveita assim, apenas eu e os casos sérios, vulgos namoros dela. Cruzei os braços à frente dela apenas assistindo a dança. No estilo namorado que pegou alguma coisa no flagra. No primeiro instante pareceu funcionar com ela, pois tinha parado, mas levando como desafio a minha atitude, voltou a dançar com o rapaz que fez de conta que eu não estava ali. Meus olhos percorreram os olhos dela, aceitando o desafio.
Cutuquei o ombro do rapaz pedindo pra dançar com ela, mas ele fingiu que não escutou, claro, Agnes o hipnotizava. Me coloquei a frente dela, a centímetros de sentir todo seu corpo colado ao meu, eram dois para uma. Ai que fiz o sinal para ele nos deixar. O rapaz não gostou da minha atitude, tenho certeza que nem Agnes, mas tentou iniciar uma briga.
− Acho melhor não! – E apontei dois seguranças atrás dele − A não ser que queria que a festa acabe mais cedo para você, caso contrario, afogue as magoas no bar que ela é muito para você!
-Parou gente! Pode deixar que eu me viro com essa fera. - A alemã apontou para o primo e acenou para o rapaz que ficou sem entender nada enquanto seguia o loiro até o bar. - Hey hoje a noite é de festa, o último grito de liberdade e você azedo desse jeito? Nem parece o Opel que eu conheço.
− Esse cara estava se aproveitando de você apenas, acha que eu posso ficar tranquilo. Vendo a minha amada priminha – falou de maneira dramática rindo – Sendo vitima nas garras de qualquer um? − se juntavam a Luicas no bar.
- Hoje podemos tudo... - Suspirou profundamente. - ... Logo vai ser o fim. Então porque não fazer o que tem vontade? Não fazer o que você tem vontade? - Enfatizou bem o "você" apontando o copo de bebida para o primo.
− Tá ai! É para fazer o que tem vontade então!? − Olhei no fundo dos olhos da alemã. Depois não digam que não avisei.
-Divirta-se Andrew, você merece. - Levantou o copo e deu um gole generoso na bebida, outros dois copos encontravam o dela no ar, e o escutavam o tintilar antes de beber.
Deixei o copo sobre o balcão, dei um selinho em Agnes, bati nas costas de Luicas e os deixei. A loira que tinha me convidado para um drink conversava com uma amiga, e como quem não quer nada, cheguei pedindo bebidas para nós três. A noite era uma criança crescida e cheia de fetiches.
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