terça-feira, 20 de abril de 2010

2012...A noite continua....

Uma das duas garotas já se encontrava no colo de Andrew, e a outra era acariciada por sua mão, singelo, carinhoso e dono de uma boa lábia. Opel se passava como um convidado da noite, endinheirado, por isso muitas das garotas o via com outros olhos, interesseiras, boas garotas para se passar apenas uma noite e nada mais. Apenas Trouxas, não sujaria o sangue de sua família, mas tudo não passava de diversão? Mesmo assim...

Acompanhado de duas mulheres lindas, Andrew não tirava os olhos de uma terceira. E não era apenas isso desde que ela tinha lhe perguntado qual era a sua vontade, não conseguia pensar em outra coisa, tentava disfarçar, mas era em vão. Os olhos azulados do loiro acompanhavam cada movimento dela. Já que era para ser assim, a última noite, a noite sem proibições.

Dispensou as duas garotas, disse que não estava no clima, realmente - não estava com elas- sua mente e desejo estava em outra garota, a que se encontrava no balcão, pedindo uma bebida naquele instante. Vestido preto, cabelo preso em um longo rabo de cavalo, olhos esmeralda altamente desafiadores e provocantes. Andrew brincava com o gelo de seu copo, desviando seu olhar do copo para ela. Deixou o copo de lado e começou seu destino.

Opel foi interrompido por uma garota que pulava em seu pescoço, olhou nervoso para ela, tirando os braços grudentos que lhe envolvia, o bafo de onça era ainda pior, se desvencilhou da garota como se fosse lixo, como era. Olhou para trás vendo dois rapazes cuidando da garota, aquela não teria uma boa noite, mas isso não era problema dele, “quem mandou não saber beber”.

Andrew se aproximou de Agnes, naquele instante ela esperava pela sua bebida, brincando com o resto de uma bebida colorida que ainda tinha em seu copo. Ela parecia estar longe, nesta viagem que Andrew tentaria embarcar. Com sorriso encantador, a voz suave e aveludada se aproximava do ouvido de Agnes, as mãos do rapaz percorriam seus braços, terminando nas mãos dela, onde entrelaçavam os dedos e ele dizia em seu ouvido:

Hoje podemos tudo, logo será o fim. Então por que não fazer o que tem vontade! − Disse em um sussurro, beijando lentamente a orelha da prima. De esguelha os olhos verdes encararam os azuis do alemão, em um segundo antes de entornar seu Hi-fi de uma vez ela dizia.

−Antes que um de nós dois deixe o medo falar mais alto não é verdade? Primeiro o cavalheiro, depois a dama te encontra do lado da saída de emergência próxima ao Dj. – com o rosto ao lado de Agnes escutou perfeitamente o que ela disse, procurou o Dj com os olhos vendo exatamente a porta.

Andrew afirmava, e antes de responder qualquer coisa deixava com que a barba roçasse no pescoço dela − Não me decepcione Agnes... − Disse ao se retirar, não sem antes apertar lentamente o braço dela.

Sem olhar para trás Andrew caminhava lentamente, não deixando de notar rostos conhecidos como os dos irmãos de Agnes cada qual xavecando uma garota diferente e não deixaram de acenar para o primo, mesmo sem jeito, como se estivesse fazendo alguma coisa errada Andrew respondeu com um sorriso de boa sorte a eles, mas na verdade era um sorriso sem graça como se tivesse sido pego no flagra. Chegou à porta procurou por Agnes, mas não via, percorreu o caminho que fez, nada. Ninguém não notava nenhuma pessoa se esquivando na multidão. O medo tinha falado mais alto. Foi o que pensava recostado à porta, olhando para dentro do salão, chegou a ser confundido com o traficante local. Estava ficando impaciente, braços cruzados, olhar inquieto, preocupado e deixando o gosto amargo da derrota invadir a sua boca quando...Sentiu um toque no seu braço se seu corpo ser empurrado para fora dali, a ajudou abrir a porta corta chamas, e juntos caminharam para um beco escuro, onde apenas um gato assistia os dois se aproximar dos latões de lixo e desaparecer dali para outro canto da cidade.

De um beco escuro e sujo, Agnes e Andrew foram parar no apartamento dela, em seu quarto. Tudo perfeitamente arrumado e decorado, ali se via muito da personalidade da prima. O requinte e o bom gosto e mais tudo que o dinheiro pode pagar de melhor. Andrew conhecia aquela cobertura, aquele quarto, mas não da maneira que estava prestes a conhecer.

Andrew deixou que ela o levasse para onde queria, estava de frente com ela, a envolvia pela cintura e, ela mantinha as mãos em seu peito, como se naquele instante quisesse impedir algo. Mas Andrew não deixou que isso acontecesse, segurou as mãos da garota beijando-as e colocando em torno do seu pescoço, trazendo o corpo da alemã para mais próximo do seu, a excitação do momento era evidente. Ele se abaixava para beijá-la, em um beijo abrasador, umas das mãos do rapaz descia em torno das curvas de Agnes, e a outra, encontrava-se no rosto dela. Com calma a conduzia para a cama, onde deitava e trazia o corpo da alemã em cima do seu. As mãos que antes tocavam a cintura dela, agora estava em suas pernas, a camisa do alemão se encontrava entreaberta, e o zíper do vestido de Agnes começando a ser aberto...

O dia amanhecia, e Andrew encontrava-se dormindo como uma criança na cama de Agnes haviam dormido juntos, mas quando acordou, fugindo da tradição, quem não estava no quarto era ela, quando ele acordou. Será que isso seria um segredo dos dois?

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